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FSPB realiza II Workshop de Arbitragem do Squash
20 mar 11

Aconteceu na sexta 11 de março, o II Workshop de Arbitragem, organizado pela Federação Squash PB através do Tribunal de Justiça Desportiva. O objetivo foi discutir aspectos das regras mundiais do squash que envolvem temas mais polêmicos e passíveis intepretsquash1ações subjetivas, como Interferência e Conduta.

A Federação distribuiu antecipadamente um Extrato das Regras com os pontos que seriam tratados na reunião, preparado a partir de texto da WSF (World Squash Federation), traduzido pela CBS (Confederação Brasileira de Squash), com revisão final da Presidência da FSPB. O material inclui importantes fluxogramas de decisão para interferência e contusões, para facilitar o entendimento das regras (Regras-squash-interferencia).

As discussões discorreram de forma produtiva, com leitura de trechos das regras e exemplificação de casos ocorridos em torneios recentes. No final, o objetivo foi atingido, fazendo com que os participantes tivessem uma visão mais consensual para a atuação da arbitragem e jogadores nos jogos do Ranking que se inicia este mês.

Alguns aspectos que podemos destacar da reunião:

  1. O jogador, após fazer sua jogada deve fazer todo esforço para sair de cena, para que o adversário tenha razoável visão da bola, possa fazer um adequado swing (armação) e um razoável follow trough (terminação) e ainda, tenha toda a parede frontal desimpedida para seu golpe. Se o jogador se atrasa ou permanece muito próximo do batedor da vez na trajetória de retorno da bola, pode caracterizar uma interferência. Interferências mínimas que não prejudiquem a jogada, devem ser desconsideradas.
  2. O jogador que se sente interferido, tem duas opções: aceitar e fazer a jogada, não tendo o que reclamar, ou parar e apelar. Nesse caso o árbitro julgará com base nas regras. Os principais aspectos são avaliar o esforço do jogador em sair da jogada, o esforço do batedor em realizar a jogada, e a interpretação se o batedor teria uma jogada vencedora. Daí a decisão NO LET, LET ou STROKE. O fluxograma de decisão distribuído mostra bem a sequencia de avaliação do árbitro.
  3. Contatos físicos leves podem ser aceitos se não interferem na jogada, não configuram agressão e acontecem na movimentação natural dos jogadores em quadra. Mas contatos físicos significantes e desnecessários devem ser punidos com penalidades conforme a gravidade.
  4. É inaceitável qualquer contestação ao árbitro da partida, que tem a decisão final sobre todos os aspectos. A regra não prevê direito de discordância do jogador contra a decisão do árbitro, nem há espaço para se julgar que o jogador está certo e o árbitro errado, pela boa razão de que o árbitro é quem interpreta e decide sobre as regras. Na realidade, durante a partida, a razão é sempre do árbitro. É aceitável o jogador peguntar o motivo de uma marcação como esclarecimento, mas contestações, intimidações e atitutes desrespeitosas com o árbitro são passíveis de penalidade.

Para além da interpretação objetiva das regras, foi visto que o papel do árbitro é de colaboração, sem nenhum benefício pessoal e seu papel é merecedor do reconhecimento dos atletas. Todos deverão exercer esse papel em algum momento. Naturalmente, caso haja divergências significativas de interpretação ou alguém julgue que algum árbitro não está aplicando corretamente as regras, uma conversa posterior ou um novo Workshop para discussão serão as formas saudáveis para a conduta esportiva de todos.

Um comentário para “FSPB realiza II Workshop de Arbitragem do Squash”

  1. Wyllo disse:

    excelente contribuição para o squash.
    parabéns